Escolhendo um sistema…

Posted in ARTIGOS, CENÁRIOS, Recomendações, RPG, RPG, Vampiro - A Máscara with tags , , , , , , , , , , , on 27/12/2010 by Victor

GURPSAtaques inesperados de uma nave alienígena me impediram de estar aqui até agora, mas voltei!

Estou pensando em uma campanha e sempre a dúvida de qual sistema escolher. Ah sim, a idéia principal que criei pode ser transportada para qualquer sistema com pouco trabalho. Como ainda não a coloquei em prática, não a discutirei aqui, mas a idéia é discutir a flexibilidade de um sistema.

Como a idéia é sobre algo com um pouco de suspense em terror, elegi três principais sistemas que conheço para jogar: GURPS Space, Vampiro: A Máscara e Mundo das Trevas. E aí eu ouço a pergunta em coro: “GURPS? Qual a relação com os outros?”.  Resposta simples, GURPS é perfeito para qualquer coisa!

Mundo das Trevas, jogar com humanos é muito interessante, mas também o que pode fornecer a pior experiência para os jogadores. Então embora tenha cogitado ele, esquecido foi!

Vampiro: A MáscaraGURPS Space seria perfeito, um cenário que existem vários mundos e cada um pode se comportar de formas totalmente diferente. Problema que encontrei foi justamente a complexidade das regras de criação de personagem e desenvolvimento, principalmente para um grupo iniciante.

Vampiro: A Máscara foi o escolhido, além dos itens já citados, o sistema que eu mais conheço e tenho intimidade. Claro que isso facilita nas improvisações que irão acontecer no meio do jogo. Quanto mais confortável está com um sistema/cenário mais fácil é narrar livremente sem “medo” de errar. Outros pontos interessantes que me levaram a escolha deste foram o foco na interpretação e simplicidade das regras (que devo abolir na maioria!).

Mundo das TrevasE outros sistemas? Bom, Vampiro: O Réquiem eu não considerei por não ter terminado o livro. Mago: A Ascensão eu descartei por achar que não conseguiria atingir o grau de profundidade que eu queria! Lobisomem: O Apocalipse foi altamente cotado, mas me daria o triplo de trabalho, primeiro ajustar os conceitos de forma mais dramáticas e depois conhecer melhor o cenário. D&D eu até cogitei, mas o único que tenho é a terceira versão e minha história não se adequaria tão bem assim!

Claro que os critérios que usei se aplicam a história, experiência dos jogadores, minha experiência, simplicidade.

Reverse Space – Nash Kusanagi (PC)

Posted in CENÁRIOS, GURPS, Reverse Space, RPG with tags , , , , on 09/12/2010 by Victor

Faz tudo, Jogador Ramon.

Minha origem, eu não sei direito, a única coisa que me dizem, é que fui criado por um humano, chamado Dr. Kusanagi, fui projetado com o DA dele, por isso, tenho seu sangue, e posso chamá-lo de pai. Kusanagui também criou outro, ou melhor, outra, Motoko Kusanagi, como fez comigo, ele também usou o DNA dele. Motoko, é minha irmã gêmea, temos mesma aparência, altura peso força inteligência e agilidade, só nos diferenciamos no sexo. Sim, somos andróides.

Nunca chegamos a conhecer o Dr. Kusanagi, desde que me lembro, eu sou membro de um grupo composto apenas por robôs. Eles dizem que eram humanos, que tiveram seus corpos destruídos, e suas mentes presas em maquinas, minha Irma e eu somos os únicos “modelos perfeitos”. Criados para viver com humanos, estudá-los, e conhecê-los, nos fomos enviados para Celtico, com a simples missão: viver e aprender com humanos. Não havia mais nada em nossa programação, o resto era com a gente. Alugamos um pequeno apto, e procuramos empregos, eu comecei como fritador de hambúrguer na lanchonete do Joe, até que uma vez eu peguei uns assaltantes na rua, e os levei a policia. Logo fui convidado para me unir a eles, aceitei.

Motoko e eu fomos construídos com bela aparência (Dr. Kusanagi, tinha bom gosto), por isso, sempre chamamos a atenção do sexo oposto, mas como nós não tínhamos conhecimento sobre tal relação, nada fazíamos. Muitas horas lendo livros e mais livros, sobre amor, sexo e reprodução. O tempo passou, e minhas habilidades na policia chamaram a atenção dos federais, eles me queriam trabalhando no palácio da imperatriz, perguntei se haveria um lugar para minha irmã, eles a testaram, e obtiveram os mesmos resultados que conseguiram comigo. Impressionados, fomos contratados, e levados para presença da imperatriz. Ela se chamava Cristine, era uma mulher jovem e bonita. Quando lá eu estava, conheci umas pessoas, e a partir deste momento, minha vida mudaria para sempre.

Russel Nash, um homem de poucas palavras metido a durão, Jordam Mcfried, um exímio piloto de caça estrelar, Anabelle Moostar, um linda loira que pilotava grandes naves e por último Maya Amano, uma bela senhorita oriental, cujo meus circuitos faiscaram desde o primeiro encontro. Eu e minha maninha deveríamos nos juntar a eles, para uma missão de reconhecimento. Logo descobri que meus novos amigos não eram normais, possuíam poderes que nunca imaginei que os humanos tinham poderes da mente, ou psíquicos como eles dizem. Alem disso, usavam fantásticas armas, que mesmo a tecnologia super avançada de meus criadores não conhecia a espada de luz.

Mas as surpresas não acabaram por aí, logo encontramos um vilão, um tal de Kislev, possuía poderes parecidos com os dos meus amigos, só que bem maiores, queria raptar nossa querida imperatriz, mas com muito esforço, nos o assustamos, e ele foi embora. Eu tentei por mais que eu pude, mas um dia meus amigos descobriram a verdade sobre mim, e embora eles neguem, ficaram muito decepcionados com a verdade, especialmente Maya. Eu sempre visitava meus mestres para receber novas armas e upgrades, como a blindagem termo-ótica, a bio shot, e outros aparelhos e melhoras no meu corpo. Tais coisas me deixavam mais máquina, e menos humano, mas não era isso que eu queria, não era assim que eu me sentia.Fui criado para ser o humano perfeito, mas receio ter me tornado perfeito demais, eu queria fazer parte deles. Eu queria ser humano também. Eu olhava para o parque, papais e mamães passeando com seus filhos, e se divertindo, eu sentia falta de algo, eu queria saber, se um dia eu fui humano, ou se poderia ser….

Mesmo depois da verdade, a senhorita Maya, ainda era muito próxima de mim, eu pensava muito nela (o que causava um ciúme em Motoko), eu tinha que para com isso, eu era só uma maquina, mas ela discordava, dizia que eu era muito mais humano que muitos humanos que ela conhecia que eu era bom e me importava com os outros. Isso era bom de se ouvir, a senhorita Maya gostava mim, isso eu já percebi, mas não do jeito que eu gostava dela.Muitas missões se passaram e um dia conhecemos um cara chamado Billy Fett, parecia um cara legal, só que mais tarde, ele nos traiu, mas foi morto por um soldado sem importância chamado Haroldo.Ouve uma vez que Russel Nash foi morto, mas Maya o ressuscitou, sacrificando seus poderes.Ela fez isso por ele, quer dizer que ela o ama…só que não era bem isso, depois de uma conversa, Russel me disse que Maya era apaixonada por mim…falei com ela, e revelei meus sentimentos também.

Algum tempo depois, a sombra de Kislev voltou a nos assombrar, ou melhor, a Maya, o desgraçado a perseguia e queria matá-la, passei a morar com ela, para vigiá-la. Kislev voltou a aparecer, mas desta vez, Russel e eu o matamos. Junto com ele vieram umas criaturas gosmentas, que por algum motivo querem me destruir, mas nos cuidamos delas também. Até que um dia, eu recebi o maior dos upgrades que meus mestres poderiam me dar. Depois de muitas experiências, eles desenvolveram, um… er…uma genital masculina para mim…(SIM EU NÃO TINHA!!!) e é lógico que eu o testei assim que encontrei a Maya…

Com o passar do tempo, nos enfrentamos verdadeiras guerras, eu e meus amigos lutamos contra diversos inimigos, e no meio da das batalhas, Maya me presenteia com duas lindas filhas gêmeas!!! Seus nomes eram Mary e Jane. Depois disso, eu e Maya, resolvemos nos aposentar das aventuras, pois agora, temos uma coisa com que se preocupar, ou melhor, duas, as mais lindas que eu já vi, eu adoro sair com elas para passear no porque domingo de manha, estamos muito felizes, e para mim, chega de lutas, eu só quero paz, para viver com minha família, mas infelizmente, as coisas não funcionam assim…

Vampire Translation Guide

Posted in ARTIGOS, RPG, RPG, Vampiro - A Máscara, Vampiro - O Réquiem with tags , , , , , on 30/11/2010 by Victor

Vampire Translation Guide

Olá viajantes de todos continentes e galáxias, parece que a WW não aguentou deixar Vampiro: A Máscara de lado!

Um suplemento lançado agora Vampire Translation Guide permite a integração entre o Vampiro: A Máscara com Vampiro: O Réquiem, permitindo que um jogador utilize um personagem Malkaviano em Storytelling e vice-versa por exemplo.

Bom, algumas coisas interessantes: Link Oficial e onde podem solicitar o download (gratuito).

Voltando ao assunto, acho que é muito interessante para jogadores que insistem em levantar uma bandeira determinando que um seja melhor que o outro. No entanto impossível integrar algo sem perder as características básicas.

Como uma leitora que curte o clã Tremere e não quer deixá-lo de lado, este suplemento é perfeito, mas como este clã se integraria no novo cenário? Eles eram magos que assassinaram um Antediluviano? Calma, até onde eu li não há o conceito de Antediluviano no Vampiro: O Réquiem!

Dando uma olhada rápida no livro, ele é bem completo. Vale à pena conferir e baixar (free!), mas não exagerar na mistura dos dois. Talvez algumas disciplinas ou características sejam interessantes ou algo então abuse desde que disponha de tempo para tornar as coisas coerentes!

Não há problema de criar uma nova identidade para o teu jogo, mas é importante que ele tenha uma identidade. Forçar algo goela abaixo dos jogadores só porque é o mestre não é legal!

Fica a dica…

Começando a Narrar…

Posted in ARTIGOS, Recomendações, RPG, RPG with tags , , , , , , , on 25/11/2010 by Victor

Ah jovem cavaleiro que anda por estas aventuras, seria corajoso suficiente para encarar narrar uma partida? Sim acho que coragem é o fator decisivo, mas por quê?

Quando eu narro vampiro (e até alguns outros) eu sempre tive um problema: conhecer o território. Como vampiro usa um cenário similar ao nosso, se eu jogar em São Paulo (cidade que resido) com algum jogador que conheça vai me contrariar a cada 2 minutos! Em um cenário totalmente fantasioso criado por tu, qualquer coisa é irrefutável, mas quando usa de um livro ou baseado em um real… Como procuro cidades grandes eu já situo em algo tipo NY, onde meus jogadores não conhecem!

Outro ponto que pode dar uma dúvida é o fato de não saber as regras. Bom, sobre isto serei breve: E daí? As regras não são a base, lembre-se disto!

Financeiro, caro não é? Compre um mais barato, faça uma economia, peça de presente, use teu 13º…. Infelizmente como tudo em nosso país os livros são caros, mas só assim que poderemos manter as editoras publicando os livros. E ainda se já tiver um grupo você pode narrar um jogo que alguém já tem o livro.

Ter uma história, agora sim achou a base e a motivação.  Particularmente não gosto nem aconselho histórias criadas de cabo a rabo, muito trabalho e qualquer desvio dos personagens e toda ela pode ir por água abaixo. Gosto de criar acontecimentos que darão um caminho para a história, mas como eles são dispostos no jogo só descubro conforme tudo vai acontecendo. Gosto muito de improvisar também, quem disse que o futuro já está escrito?

Agora respeito entre todos é fundamental, até porque quem sentar como narrador tem a responsabilidade de manter todos os jogadores seguindo suas regras, poderíamos montar um ringue se os jogadores começassem a discutir todas as regras ou decisões do narrador!

Encare o novo, tente, valerá à pena! Na minha antiga mesa de jogo 85% dos jogadores também narravam!

Reverse Space – Haroldo Stuk (PC)

Posted in CENÁRIOS, GURPS, Reverse Space, RPG with tags , , , , on 25/11/2010 by Victor

Reverse Space

Reverse Space

Piloto de caça, Jogador Kleysson.

Nossa, acho que vai passar agora o Programa do Jô-selito.

(liga a TV):

(Jazz ao fundo e um gordo estranho dançando…)

– Uou!!! (o gordo faz um gesto com a mão e a música cessa…)

– Boa noite, hoje tem um convidado especial, todos já ouviram falar dele, ele salvou Céltico desse “quase desastre” que ocorreu há algum tempo. Pra quem não sabe, ele é piloto de caça da federação -aliás, obrigada federação, por liberar-lo a vir até aqui-, tem 42 anos, é viúvo e cozinha que é uma beleza. Vem pra cá Haroldo!

(volta o Jazz, muitas palmas e pára o Jazz…)

– Tá confortável aí? Quer uma poltrona maior?(hahaha)

– Não, não precisa. Ah, boa noite Jô, eu sempre quis vir no seu programa…

– É, e eu sempre quis salvar o mundo…(hahaha)

– Hahaha… mas é verdade, eu assistia e pensava: “Nossa, um dia eu vou fazer uma coisa bem foda pra ir lá no Jô”.

– E bota foda nisso, você salvou céltico de um desastre. Impressionante o que você fez. Mas tava na cara que você ia se dar bem. Levanta um pouquinho.

– ?

– Isso fica de lado. Dá uma focalizada em nós. Igualzinho!(hahaha) Acho que você é meu irmão…

– Será? Então pelo menos alguém na família tem dinheiro.(hahaha)

– Por que, você tem algum irmão rico?(hahaha) Vamos sentar, porque a gravidade incomoda. Então, vamos do princípio. Você é filho único né?

– Sou, minha mãe não ia agüentar mais um desse porte aqui.(hahaha)

– Que nada, fica até mais fácil.(hahaha) Seus pais são Seu Avelino e Dona Florinda. Isso?

– É.

– Eles ficaram assustados quando viram você?

– Meu pai disse: “Ih, acho que esse moleque vai dá trabalho…”, aí minha mãe já foi avisando:”É, vai mesmo, porque quem vai carregar ele vai ser você…”.(hahaha)

– Mas, e depois, como é que era o Haroldinho? Era assim que te chamavam?

– Era. Eu vivia cercado de amigos. Naquele tempo dava pra brincar. Eu lembro uma vez que tava eu e um monte de amigos em cima de uma árvore. A árvore era a nossa nave mãe e nós íamos atirando as frutas nas meninas que passavam. Aí eu fui subir num galho lá e disse: “Um dia eu vou ser piloto de caça, vou viajar pelo espaçoooo…”. Foi o que eu disse antes do galho quebrar e eu cair. Todo mundo dizia que eu não conseguiria porque eu era gordo. Mas deu no que deu.

– Ainda bem que deu certo, senão eu não ia estar aqui, ia perder esse emprego.(hahaha) Desde pequeno, quer dizer, desde “fortinho” você queria ser piloto de caça?

– É, era o meu sonho.

– Bacana. E depois do tombo…Você cresceu, estudou e entrou pra federação. Ah, e na adolescência, você namorou muito?

– Mais ou menos. Elas ficavam meio longe de mim.

– Claro, com essa barriga entre os dois não dá mesmo.(hahaha)

– Mas foi melhorando. Lá pros vinte, vinte e um anos foi quando eu conheci a Marian, minha, já falecida, mulher.

– Meus pêsames. Mas, você poderia contar o que aconteceu?

– Claro, eu estava começando na federação, era um soldado que não ganhava muita coisa e a Marian trabalhava pra sustentar a casa. Ela era mecânica de naves, aprendeu muito com o pai dela. Ah, foi assim que a gente se conheceu, foi numa “festinha” do pessoal lá. Aí um dia ela tava consertando um laser de uma Asa-X quando ele explodiu na cara dela. Eu mal podia reconhecer o rosto.

– Nossa, que triste.

– Mas ela me deixou a Marolda, nossa filha, que tava com uns quatro anos naquela época.

– Ela está aqui?

– Tá sim, tá ali(apontando com o dedo).

– Ali, com uma menininha fofinha?

– É, minha neta, a Samara.

– Oi Marolda -nome sugestivo esse…(hahaha)- como é o pai Haroldo?

– Ele é maravilhoso, sempre esteve do meu lado nos momentos importantes. Até me ajudou quando eu cheguei na puberdade.

– Imagina só Jô. Quando minha filha “virou mulher”, eu não sabia o que fazer. Liguei pra minha mãe e ela deu uma força. Aliás, meus pais me ajudaram muito a criar a Marolda.

– Marolda, você é casada?

– Sou.

– E aí Haroldo, como foi que você encarou o casamento da sua filha?

– Foi mó zuzegado. Eu sempre fui um pai liberal…mas só casou porque eu conhecia o cara. Um cara bacana, o Ricardão, também é piloto da federação.

– Mas, mudando de assunto, fiquei sabendo que você curte uma festa…é verdade?

– Vixi…Acho mais fácil matar aqueles monstros do que me tirar de uma festa.(hahaha)

– Ah, falando nisso, como aconteceu essa mudança na sua vida? Como é que você, de repente, salvou o mundo?

– Ah, eu tava chegando de um planeta com uns amigos, quando estavam surgindo milhares de monstros enormes de uma nave estranha. Eu peguei minha Haroldo Blaster…

– Haroldo Blaster?

– Isso, uma arma que eu ganhei de um amigo…

– E aí?

– Aí eu comecei a atirar neles feito louco.

– Espera um pouco que nós temos umas fotos aqui…Aquele ali é o monstro?(hahaha)

– Não, sou eu pequeno.(hahaha)

– Ah, essa outra aparece você mandando ver. A barriga não atrapalhava não?

– Nem, já me acostumei.

– Nessa aqui você está no meio de um deles literalmente né?

– É, ela tava caindo em cima de mim, aí a única coisa que eu pensei foi dar um tiro na barriga dele e ficar parado. Ainda bem que o buraco foi no lugar certo e eu fiquei dentro dele, usando ele como proteção.

– Nossa, se fosse eu, ia molhar as calças…(hahaha)Mas você ficou com medo?

– Um pouco. Mas eu já tava acostumando, depois das gosmas, encarava qualquer coisa.

– Gosmas, que gosmas?

– Gosmas?Er..ah…umas gosmas que eu comi outro dia.(hahaha)

– Ah. Olha essa aí. Você tem uma bunda grande hein?(hahaha)

– É, mais ou menos. Eu tava meio estressado e acabei fazendo um bunda-lêlê pra câmeras…

– E esses amigos que você disse?Quem são, o que aconteceu com eles?

– Ah, são, er, uns amigos da federação. A gente tava vindo de Gorgólis, numa viagem de rotina…

– Eles fugiram?

– É, sim, sim, eles fugiram.

– E aqueles caras ali que estavam com você?

– Nem sei quem são. Eles apareceram e ajudaram a acabar com as coisas feias lá.

– Mas eles estão lutando contra um cara nessa foto aqui.

– Ah, sei lá, acho que era briga de vizinhos.(hahaha)

– Bem, o papo está ótimo, mas estamos chegando ao final.

(“ah…”, lamenta a platéia)

– Haroldo, obrigado pela presença…

– Eu que agradeço…

– E o nosso próximo entrevistado é um ****uma raça qualquer**** que dizem que vive apenas de luz! Daqui à pouco eu volto, “bejo do gordo”!

(desliga a TV)

Putz…

Acho que eu to fudido… eu quase entreguei o jogo quando falei daquelas gosmas…

Num devia ter ido…

Desde que eu conheci o Cap. Russel Nash, minha vida virou de pernas pro ar. Ele, e o tal de Jordan parecem ter alguma coisa de anormal…Num esqueci a vez que eu me senti voando quando o Capitão fez um gesto com a mão e uma cara feia…

Aquele Nash Kusanagi é bem forte e rápido, tem umas armas legais…putz, ele casou com a Maya…que desperdício…

Aquele Dr. Macpherson ajudou muito eles quando criou a tal arma que destrói gosmas…

Valeu à pena salvar a vida dele quando aquele idiota traidor mostrou seu verdadeiro motivo para estar naquela base…Nossa, que tiro que eu dei…Foi um só…

Num sei porque, acho que eu entrei numa fria, acho que num vou conseguir sair desse barco. Parece que eles confiam em mim. Também, depois que eu destruí aquela Estrela da Morte com um só tiro da Asa-X acho que eles ficaram impressionados.

Mas ainda não entendi a ligação,com aquele tal de Kislev. Ele também tem aquela arma de luz estranha…Ainda mais depois que aquele planeta “vivo” quase matou a gente… Até a Ten. Anabelle se voltou contra nós. Mas o que perturba mais é essa arma…Ao mesmo tempo que me sinto bem com ela, tenho quase certeza que ela me trará problemas…

Ainda mais que mal conheço o cara que me deu ela…Lembro alguém ter dito que era o mestre do Capitão…será que é uma seita religiosa?

Vou continuar ajudando eles, parecem estar fazendo o certo. Acho que com o tempo vou descobrir a verdade. E não posso parar de treinar com essa arma. Acho que vai ser a única segurança que eu vou ter.

(telefone toca)

Alô?… fala Krivtz…Minha Asa-X tá com uns upgrades?…sério?…ninguém viu?…você tem certeza?…se a federação descobrir desse tráfico de peças pra minha Asaroldo-X, eu to fudido…to indo aí…até mais…

Descrição: em síntese, é idêntico ao Gilberto Barros, pouco menos gordo.

Responsabilidade de narrar

Posted in ARTIGOS, Recomendações, RPG with tags , , , on 24/11/2010 by Victor

Cavaleiros que por aqui cavalgam corajosamente, o tempo é curto para um Primogênito! Mas aqui estou para dar umas dicas para vocês.

RPG é um dos mais diferentes jogos que pode encontrar e é importante entender isto. A maioria dos jogos que conheço consiste em ter regras bem definidas com pouca flexibilidade onde um jogador não altera drasticamente nada. Não estou consumindo sangue com drogas ilícitas!

Pense em um jogo de futebol, ter um cara que se acha o mais pode ser engraçado quando você der um chapeuzinho nele. Agora imagine este cara que se acha conduzindo uma história e tendo “poder” para alterar tudo ao bel prazer dele. Narradores com este estereótipos tendem a perder seus jogadores e a desestimular os jogadores menos experientes.

É uma situação delicada quando isto acontece. Para jogadores sem fortes vínculos com este narrador, cara, procura outro grupo e boa!

Agora você narrador, você mesmo, que se acha o cara, que quer ver os personagens sofrendo em tuas garras, que ri enquanto os jogadores choram a perda dos personagens, cai na real! Narrador é o responsável por propor uma história, tecer a trama e criar algum desafio (nem precisa ser uma guerra, alguns dos maiores desafios estão dentro de cada um). Lembre-se que todos querem se divertir e os narradores não são mais importantes que os outros jogadores, só estão assumindo papeis diferentes para aquela partida.

Sem desmerecer teus conhecimentos que foram adquiridos de várias horas lendo infinitos livros, este conhecimento só serve para enriquecer uma história e não para tirar os jogadores com menos conhecimento. Lembre-se o que o Tio Ben falou: “Grandes poderes trazem grandes responsabilidades!”

Reverse Space – Russel Nash (PC)

Posted in CENÁRIOS, GURPS, Reverse Space, RPG with tags , , , , on 23/11/2010 by Victor
Reverse Space

Reverse Space

Capitão e líder do grupo, Jogador Victor.

Supostamente nasci em Enialside, um planeta agrícola perto de Céltico. Não me lembro de quase nada antes dos meus 20 anos.

Fiquei na Academia da Patrulha até aproximadamente 23 anos. Como eu já possuía um amplo conhecimento de estratégia, tática e aparentemente um talento nato para liderar, recebi a nave Escalibur para comandar.

Na Escalibur conheci Lance e Jordan Macfraid que conseguiu destruir uma lata de refrigerante com um tiro, logo foi cotado como o melhor piloto.

Passei vários momentos nesta nave, aprendi muitas coisas. São incontáveis os apuros que passamos nela.

Comandei a Escalibur por um ano, quando fui convocado para ser um dos tripulantes da Star Explorer, uma gigantesca nave – maior que a lua. A missão era descobrir novos planetas, um mapeamento. Em nosso primeiro planeta, o primeiro que descemos, encontramos algo. Não tivemos problemas reais. Nessa viajem conheci Anabelle. Jordan sempre estava ao meu lado. Certa vez ao descermos em um planeta fomos pegos. Tivemos várias visões, naquele momento não sabíamos o que era real e o que não era. Uma dessas visões era sobre alguns robôs na forma de um disco e eles estavam operando tanto a minha quanto à cabeça de Macfraid.

Por dias tive flash do que descreveria como um dos acontecimentos possíveis para o futuro. Nessa visão ao futuro pude ver a Star Explorer sendo destruída.

Nessa longa viajem para descobrir novos planetas conheci a Maya, uma linda piloto e uma das melhores. Anabelle – linda mulher loira e dotada de uma inteligência notável – era cientista, na época estudava telecinésia.

A então super Star Explorer entrou em uma batalha e perdeu, sendo levada a fazer um pouso de emergência em um planeta, nesse momento nossos sonhos viravam realidades. Meses se passaram naquele planeta primitivo.

Quando a Star Explorer voltou a ativa descobrimos (eu, Maya e Jordan) que algo estava errado. Quando começamos a investigar fomos acusados de traição. Naquele momento tivemos ajuda daqueles robôs (discos) e fugimos indo parar em um planeta que possuía uma civilização, mas essa mesma era construída a abaixo da superfície terrestre. Esses robôs se identificaram como amigos e disseram que estavam em guerra, nos disseram que nosso líder na verdade estava sob influência.

Ele nos explicou que já foram humanos um dia e que depois da guerra a única forma que encontraram era transferir suas memórias e personalidades para aqueles corpos metálicos. Começamos nosso treinamento; isso mesmo, eles dominavam as habilidades psíquicas e agora ensinariam para nós. Por três meses, eu Jordan e Maya, ficamos rodando em uma máquina, tivemos treinamento em uma nova arma – uma espada de luz. Alguns chips de melhoria foram implantados em meu cérebro. Assim como os “robôs” já possuíram um corpo e com ele a habilidade psíquica, agora eu também possuía.

Rebelde podia parecer, mas agora eu tinha cabelo comprido e cavanhaque. treinados e com a ajuda dos Robôs reavemos a Star Explorer; nesses acontecimentos eu conheci Kislev – meu inimigo, o mesmo que estava por trás dos comandantes da nave. Descobri que Anabelle tinha a capacidade mental igual a minha e a treinei. Ela havia estado conosco entre os Robôs, apenas estudando melhor o psiquismo.

Quando retornamos a Céltico, possuindo agora 26 anos, Cristine – a filha do Imperador morto – também estava morta! Na verdadeera mais uma obra de Kislev. Macfraid havia adotado nessa hora uma postura mais séria e responsável, havia conhecido um dos homens que viraria um dos meus melhores amigos. Conheci Nash Kusanagi em uma estação espacial, no começo desconfiei dele, também pudera!

Consegui em um planeta a melhor nave até então construída, a Ragnarok. Nesse tempo já estava com a jovem Cristine e precisava coloca-la no poder onde era seu direito. Em um planeta conheci Bledavick, um mestre nas artes psíquicas. Bledavik começou a treinar Cristine. Reuni pessoas mais diversas para ser a tripulação da Ragnarok. Nesse momento confiava mais em Anabelle, Maya, Jordan e Nash. Juntos formamos uma rebelião e voltamos Cristine agora minha aprendiz no governo. Logo após protege-la contra alguns ataques, nós partimos e fomos sugados por um buraco negro; era horrível a imagem de sangue na ponte e o final perto, ainda mais se Kislev estava a bordo.

Pode parecer estranho mais em um dos meus flashbacks vi um luta entre eu mais novo e Kislev, nesse confronto cortei a mão dele. Também descobri que meus pais e minha irmã foram plantados, ainda não sei com qual finalidade e talvez nunca saiba, meus pais foraam mortos.

Quando estávamos na nave Ragnarok caindo no Buraco Negro, tudo desapareceu e acordei um ano mais tarde na mesma Ragnarok totalmenet nova e sem nenhum tripulante antigo. Mais tarde descobri que eu havia pulado um ano sem envelhecer, quando eu devia ter 28 anos, meu corpo só havia envelhicido 27. Os Robôs mais uma vez nos ajudaram trazendo toda a minha tripulação, menos Anabelle. Mas a minha maior surpresa foi descobrir que eu tinha um filho com Cristine e ele se chamava Ryan.

Infelizmente tive dificuldade para processar tudo o que havia acontecido e fui para Enialside, onde achava que era meu planeta natal em um longo treinamento por um ano.

Meu descanso foi interrompido por um chamado da imperatriz, um pedido que não podia recusar. A pedido dela – eu, Kusanagi, Maya e Macfraid – fomos até um planeta onde encontramos criaturas parecidas com felinos, havia desde “humanos” com características de tigre até o inverso. Lá descobrimos uma criatura que poderia se mover com uma velocidade incrível e era, em condições normais, invisível. Nesse mesmo planeta encontramos Billy, tudo indicava ser um tipo de caçador; e também uma caçadora mandada pela imperatriz para caçar a criatura. Por fim conseguimos derrotar a criatura (uma “Gosma”), depois de uma longa batalha árdua onde todos ficaram por um fio.

Quando voltamos, ouve uma explosão na nave, o quarto de Jordan tinha cido explodido e ele havia desaparecido – um robô padrão (sem vontade ou inteligência) tinha sido colocado em seu lugar.

Em Céltico descobrimos que Anabelle havia voltado em um planeta afastado – nesse instante conseguimos faze-la se relembrar matando um vírus (que a impedia de recordar a memória). A meio caminho de Céltico, Andrew Macpherson se juntou a minha tripulação fabricando uma arma para mais uma vez destruir a “Gosma” que retornava.

Nossos amigos Robôs já não estavam perto e nem sei onde poderiam estar. Comandando novamente a Ragnarok fomos a pedido da Imperatriz em um planeta – levando Billy e Haroldo Tusk (piloto) como tripulantes – resolver um problema político, surpresa a nossa quando tivemos que destruir as naves para poder nos libertar de Raio Trator, Haroldo demonstrou grande habilidade pilotando, chegando perto de Jordan.

Quando voltamos fomos presos e trancados. Mais tarde descobrimos que nossa fuga – onde morri e aparentemente a Maya me trouxe de volta sacrificando seus poderes – foi um plano de Kislev que havia voltado. Kusanagi derrotou a Gosma e ajudou-me a matar Kislev. Cristine havia sumido junto com nosso filho, Maya se encontra desanimada sem seus poderes. Deduzimos que a Gosma estava atrás de Kusanagi, Jordan continua desaparecido e eu ainda continuo com muitas perguntas.

Descrição: Russel é bonito, cabelos curtos, usa cavanhaque. Usa jeans, uma camiseta escura, um sobretudo, botas. Não é rigoroso a respeito de roupas, pode ser visto com o uniforme da patrulha também.

Dicas de interpretação: Líder nato, responsável. Geralmente é muito sério mesmo fora de trabalho, com um código muito forte se torna chato às vezes! Está atrás da verdade sobre ele mesmo. Ultimamente Russel se sente mais responsável e culpado pelo o que acontece com seus amigos.