Arquivo para outubro, 2010

O Corvo (The Crow – 1994)

Posted in ARTIGOS, Filme, Lobisomem - O Apocalipse, Recomendações, Vampiro - A Máscara, Vampiro - O Réquiem with tags , , , on 31/10/2010 by Victor

 

O Corvo

Um filme que assisti a muitos anos e dei a sorte de assisti-lo hoje novamente. Como falei sobre Vampiro: O Réquiem no post anterior, eu recomendo este filme que no meu ponto de vista tem uma ambientação perfeita. O cenário é pesado e mostra um mundo decadente, drogas e diversão através da violência – isto não é indicado para crianças, mas Vampiro: O Réquiem também não é.

Uma das falas que me chamou atenção foi quando um dos assassinos se depara com o desconhecido, algo que é intrínseco em vampiro: “Nós o jogamos pela janela e não existe volta. Esse é o mundo de verdade. Não existe volta.

Claro que é meu gosto, mas junte tudo isso a uma trilha sensacional e terá um grande filme. Mesmo tendo de pano de fundo um romance e sendo antigo, vale à pena conferir no mínimo para ver o cenário.

Sinopse

O roqueiro Eric Draven está morto… Mas, estranhamente, ele ainda vive. Ele ainda não pode descansar em paz, não enquanto os vermes responsáveis por sua morte e também pelo assassinato de sua noiva permanecerem vivos. Assim, Draven retorna de seu túmulo para submeter seus matadores a uma implacável vingança. E ele não está sozinho. Um amedrontador corvo do outro mundo guia Draven em sua jornada.

Brandon Lee interpreta Draven neste conto sobrenatural de vingança baseado na série em quadrinhos criada por James O’Barr. Alex Proyas (Eu, Robô) dirige o filme, combinando os elementos de suspense da vendetta de Draven com um incrível visual neogótico, diferente de tudo já visto nas telas. Inimigo após inimigo, batalha após batalha, Draven está perto de completar seu triste propósito. Ele vive. Eles morrem. Mas há um segredo sobre seus poderes. E se os seus rivais o descobrirem, talvez não haja mais nada na Terra capaz de salvá-lo.

Trilha sonora

  • Burn – The Cure
  • Golgotha Tenement Blues – Machines Of Loving Grace
  • Big Empty – Stone Temple Pilots
  • Color Me Once – Violent Femmes
  • Dead Souls – Nine Inch Nails
  • Darkness – Rage Against The Machine
  • Snakedriver – The Jesus and Mary Chain
  • Time Baby Iii – Medicine
  • After The Flesh – My Life With The Thrill Kill Kult
  • Milktoast – Helmet
  • Ghostrider – Rollins Band
  • Slip Slide Melting – For Love Not Lisa
  • The Badge – Pantera
  • It Can’t Rain All The Time – Jane Siberry
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Vampiro Réquiem: primeiras impressões!

Posted in ARTIGOS, RPG, Vampiro - A Máscara, Vampiro - O Réquiem with tags , , , on 31/10/2010 by Victor

Acho que uma análise profunda será bem vinda no futuro. Só gostaria de fazer alguns comentários agora que estou entrando no novo Mundo das Trevas da White Wolf.

Antes de tudo, acho importante ressaltar que embora Vampiro: O Réquiem é um jogo com temática adulta longe da modinha de adolescentes que existe por agora sobre o tema!

Aqui não há vampiros imortais bonitos e românticos. Aqui vampiros são mortos-vivos amaldiçoados pela eternidade, com personalidades distintas e aparência normal. A besta interior me parece muito mais incontrolável que na edição anterior, trazendo o personagem para um mundo mais afastado dos humanos e o novo cenário colabora com isto.

Adquiri o livro a pouco tempo e ainda estou no começo da leitura, mas conhecendo o antigo Vampiro: A Máscara me sinto em casa com os melhores elementos de volta. A fisiologia das criaturas teve suaves alterações, o cenário por sua vez teve modificações significativas e para melhor.

Para os anciões, recomendo a atualização. O novo cenário trás tudo que o antigo tinha de forma mais elaborada e mais sinistra. Comportamentos são explicados e não há desperdício de energia tentando explicar o surgimento dos vampiros, até porque você conhece como surgimos?

Para os novatos, Vampiro: O Réquiem é sensacional. Bem trabalhado é um ótimo jogo de terror pessoal onde os personagens se tornam os monstros que temem o desconhecido, que precisam aprender a viver em uma nova condição inesperada, que viverão para sempre amaldiçoados em um mundo de jogos e perigos inimagináveis!

Em suma, mesmo o custo sendo maior principalmente por haver a necessidade do livro de regras, adorei o cenário proposto. Vale a pena, recomendo!

 

Vampiro: A Máscara / Vampiro: O Réquiem

Viajando

Posted in ARTIGOS, RPG with tags , on 29/10/2010 by John!

Inspirado por uma matéria antiga pacas que saiu na revista Dragão Brasil, eu nunca tirei da cabeça a importância da inevitável Viagem.
Querendo ou não, vai chegar um momento em que os personagens da sua mesa vão precisar viajar. E nessa hora você mestre, terá de tomar uma decisão importante.

Na maioria dos casos, o mestre opta por “acelerar” a aventura simplesmente pulando a parte da viagem que os aventureiros precisam fazer. Entretanto, usando desse atalho para a ação nua e crua, o mestre pode não perceber que deixou passar batido uma grande chance de conquistar ainda mais a admiração dos seus jogadores. Isso mesmo, com um simples e pequeno enredo de viagem, o mestre pode enriquecer ainda mais sua campanha.

Por exemplo, o grupo precisa sair da cidade onde estão e ir para uma vila depois das colinas ao norte. Então, depois de um tempo na estrada, os personagens encontram com um andarilho todo machucado que os informa sobre uma criatura que está assolando todos aqueles que tentam viajar para o norte.
Depois de um tempo, os personagens encontram com uma pantera deslocadora a qual eles vencem e acabam com o problema da estrada, o que lhes rende a fama na região como aqueles que reestabeleceram a paz na estrada.

Isso pode parecer simples, mas com certeza gratifica seus jogadores e os incentiva a sempre saírem preparados para as viagens, e não apenas dizer que saíram a cavalo sem se preocupar com comida, bebida e estudar possíveis perigos que rondam a área.
Atitudes simples mudam a postura do jogo e, com o tempo, qualquer jogador vai se acostumar a sair de casa esperando uma surpresa durante suas viagens, não importa qual seja o perfil de jogador que eles tenham.

Mudar é bom

Posted in ARTIGOS, RPG with tags , on 26/10/2010 by Juraski


Bom, este é meu primeiro texto neste blog e de cara pretendo bater de frente com uma legião de rpgistas a que eu costumo chamar de “mais do mesmo”. Desculpem se esse texto vai soar agressivo,  se for ótimo, ser agressivo é seu objetivo mesmo! Antes de tudo quero afirmar aqui que o grande objetivo do RPG é a mudança! Opa, alguem falou em diversão? Sim, diversão é importante, mas alguem acha divertido começar e terminar o jogo com o personagem no mesmo nível e do mesmo jeito que iniciou sem ter feito nada de diferente? É..acho que não né. Bom… continuando minha divagação sobre mudanças:

Mais do mesmo

Que me desculpem os mestres tradicionalistas, mas como jogador não vejo nada mais triste que jogar sempre no mesmo cenário com os mesmos npc’s e do mesmo jeitinho de sempre.  RPG é algo muito vasto e interessante para ser explorado de forma tão parca e preguiçosa. O resultado desse tipo de atitude quase sempre é um bando de jogadores mal acostumados e carregados de senãos e preconceitos com outros cenários, sistemas e estilos de campanhas.

Novo WOD, novo D&D na minha mesa não! Porque não?

Serei curto e grosso, as pessoas mudam, os personagens mudam, qual o problema de se experimentar novas edições, sistemas ou cenários diferentes? Por favor, que ninguem venha com aquela de que livros são caros e que as editoras só querem ganhar dinheiro! Sim, elas querem dinheiro, e os autores também. Ambos precisam se sustentar, eles não estão ali só pelo amor ao RPG, que aliás pra maioria de nós é um hobby, mas que pra eles é o pão de cada dia. Pense apenas o seguinte, se ninguem mais comprar livros de RPG novos, o que acontecerá com a indústria de RPG? Ai! eu disse indústria né, perdão aos revolucionários bolivarianos que estiverem lendo esse artigo, mas RPG é uma indústria sim! Aqui no Brasil se reclama (e com um tanto de razão) de que o RPG não é valorizado e de que a Devir e as outras editoras não trazem material para cá. Também reclamam que elas não dão chances suficientes para os autores locais. Mas sinceramente, se você está no grupo dos que reclamam disso mas nunca quis comprar livros novos de RPG, faça me um favor,  se dirija ao estrume mais próximo. Hipocrisia é o que faz um hobby afundar. Óbvio que nem todo mundo tem dinheiro sobrando pra sair comprando todos os livros de RPG que quer, mas é triste ver pessoas com condição financeira que gastam dinheiro em coisas bem supérfluas reclamando dos preços dos livros de RPG. Logo pra muitos dinheiro não é desculpa.

Porque mudar?

Mudar é bom, estagnação é ruim. Não se aprende nada novo, jogando a mesma coisa sempre. O que vale pra vida vale pro RPG. Existem centenas de cenários de RPG pouco explorados e que podem proporcionar muita diversão além de novas experiências a jogadores e mestres. Se limitar a um ou outro é limitar-se a si mesmo. Pense nisso!

Arquivo X – Inspirações para histórias!

Posted in ARTIGOS, Recomendações, RPG, Série with tags on 24/10/2010 by Victor

Hoje gostaria de falar sobre outro assunto não relacionado diretamente a RPG, mas que moldou diretamente a maioria das minhas campanhas. Se tu és um jovem cavaleiro, talvez este artigo lhe seja interessante!

Foi em uma era longínqua que comecei a assistir a antiga série Arquivo X. Pelo que me lembro nesta época eu narrava GURPS e começava a me aventurar com Vampiro: A Máscara (2ª edição – aquela que no livro básico só existiam os sete clãs da Camarilla).

Resumidamente, caso nunca tenha tido a oportunidade de assistir o programa, Arquivo X é a história sobre dois agentes do FBI que investigam a existência de alienígenas e eventos paranormais, esbarrando em uma conspiração para ocultar a verdade.

Tentei uma vez narrar uma história adaptada de um dos episódios e posso afirmar com certeza que foi uma m&#$@. Depois deste fato apenas reproduzi alguns elementos e usei alguns dos episódios como inspiração. Provável que outro telespectador da série não percebesse de qual episódio ou se era baseado em Arquivo X de fato!

Coitados dos jogadores! Conspiração, investigação, drama, mistério e aprofundamento nos personagens foram algumas características que comecei a gostar e a tentar recriar nas campanhas.  Outra característica que gosto é o conceito de bom e mau que ficam numa escala de cinza ao invés do preto e branco, muito mais parecido com o nosso cotidiano e com o cenário proposto pelo mundo das trevas.

Claro que como não havia gasto muitos pontos de XP em RPG ainda, tive vários problemas para utilizar algumas características e outras se perderam totalmente no decorrer da campanha!

De todas as citadas, acho a mais essencial o trabalho com os personagens, seus medos, aspirações e a história bem trabalhada que influenciam a cada decisão tomada. Claro que no RPG esta também é a mais difícil de empregar já que a história é responsabilidade do jogador e ele tem que estar empenhado em tornar o personagem algo complexo ao invés de uma casca oca. O que pode ser feito é tentar dar aos NPC (personagens não jogadores) algo desta característica para que não estejam lá só por estar!

Criei alguns pontos de relação para que tu possas aproveitar algo. Se for iniciante, tente achar algum livro, filme ou série para ter algum parâmetro! Se já e utiliza algo para inspiração, cuidado para não copiar! Mesmo que seja uma adaptação use tua criatividade para inovar e não se sinta preso a história adotada!

Overpower!

Posted in ARTIGOS, Recomendações, RPG with tags , , on 22/10/2010 by Victor

Olá jovens e antigos membros.

Embora personagens seja um tema que será tratado com muito carinho posteriormente, acho importante frisar algo detestável, pelo menos para mim, em uma partida de RPG – Aqueles personagens super poderosos!

Sim, podem atirar as pedras a vontade!

O que leva uma pessoa ir jogar RPG e montar uma máquina de guerra vazia? Bom, eu diria gosto e experiência.

Gosto não se discute então faça o que quiser! Já sobre xp… Ao ter contato com alguns jogos de RPG a primeira idéia é: “Jogo? Quero vencer, quero matar todos!”. E alguns mestres até estimulam isto!

RPG (como já descrito) não visa ter um ganhador e até mesmo um jogo mais heróico como D&D perde a graça se formos apenas jogar dados em um braço de ferro. Não precisa ter o melhor personagem para matar todos! Não é um jogo programado de vídeo game onde um personagem “bombado” leva vantagem em cima dos inimigos. Um jogo de interpretação é muito mais complexo e mesmo uma fraqueza bem interpretada pode te ajudar.

Recomendo as jovens crianças da noite que dediquem mais tempo na criação da personalidade e história do personagem. Isto fará com que a história seja muito mais rica e se diferencie daquele jogo limitado de vídeo game!

Mestre, cuidado para não forçar os jogadores a construção de overpowers! Não seja responsável pelos jogadores acharem que estão jogando Street Fighter!

Se quiser mostrar que é o melhor jogador, chame teu amigos para uma partida de War!

Ei, o livro diz que a regra é diferente!

Posted in ARTIGOS, RPG with tags on 18/10/2010 by Victor

Ah, caros aventureiros. São nos mais altos castelos que ecoam frases como esta! Em geral algum jogador desafiando o mestre, isso quando os dois não entram em uma discussão para estabelecer quem conhece mais sobre um cenário ou regra!

Através dos meus pontos de experiências gastos em RPG, pude perceber que isso acontece quando alguém devora o livro de regras ou suplementos sobre cenários.
“Como?! Suplementos? Novamente falando sobre eles?” Posso ver em teu rosto o pensamento: “Este velho cavaleiro odeia suplementos!”. Claro que não odeio e durante minhas explorações pude adquirir vários.

Agora, imagina uma mesa empolgada e concentrada em seus personagens que correm desesperados de um enorme dragão que os persegue. Nisso, um jogador se dá conta e para tudo para argumentar que o livro de tal cenário ressalta que não existem dragões naquela região!
Outro exemplo seria um jogador tentar e conseguir ter a oportunidade perfeita para matar algum NPC (personagem não jogador) que vem no livro e dos ares aparecem os quatro cavaleiros do apocalipse! – Como um NPC do livro poderia morrer agora, ele será importante para os eventos que o próximo suplemento trará!

Claro que alguns paladinos vão querer me levar ao fogo. Neste caso invoco o bom senso, arma secreta já comentada nos Podcasts! Use os suplementos para enriquecer suas campanhas e não para ter um roteiro! Se formos seguir um roteiro, melhor fazermos teatro ou até um filme!

Dedico ao Matusalém Malkavian K por sempre parar o jogo e conferir detalhes das regras!